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Nunca foi tão confortável fazer uma vaquinha!

terça-feira, 13 de abril de 2010



O Coletivo o12 agora também pode receber doações via cartão de crédito, débito e boleto bancário.

Nosso sistema de economia solidária está mais simples e prático, colabore com esta ação!



Clique aqui e faça sua contribuição para AAo12 (Associação Amigos do o12).

7x7 - Quando se desprendem as partes?

sexta-feira, 19 de março de 2010


Sheila Ribeiro convidou jovens artistas a escreverem suas visões sobre os trabalhos de outros artistas, que aconteceram na segunda edição do Festival Contemporâneo de Dança, que aconteceu em novembro de 2009, em São Paulo.
SEgundo Sheila, "O intuito foi o de criar uma ação sinérgica, instigando a análise crítica e sensível sobre a arte da dança por novos artistas que crescem dentro dela".
O primeiro texto foi sobre o trabalho da Sheila, escrito por Bruno Freire, em seguida Rafael Alvares por Mariah Polati, etc.
Confira agora o texto escrito por Laura Bruno, sobre o "Quando se desprendem as partes - Ação Espetáculo"



Coletivo o12 por Laura Bruno

O espectador entra para assistir ao espetáculo do Coletivo o12, de Votorantim, literalmente pisando em ovos. Várias cascas quebradas estão dispostas no chão da porta do teatro. Já no palco, cinco integrantes do Coletivo entram semi-nus, vestindo apenas underwear brancas, e deitam-se espalhados pelo espaço.

A primeira cena é emblemática em relação ao que virá. O sexto integrante do o12 entra e arrasta cada um dos demais intérpretes, inertes, pela boca, pela cabeça, ou pelos cabelos. Amontoa-os todos em um bolo de corpos humanos para, por fim, juntar-se a eles. Há uma situação que explicita violência, na qual um grupo é subjugado por um indivíduo em uma relação inequívoca de dominação. Desta condição inicial o ‘bolo de corpos humanos’ começa a se mover e, uma a uma, as partes se desprendem.

A partir daí, sucedem uma série de relações modelares entre as partes. Na primeira delas, três pares desenvolvem uma relação de dependência mútua, em um jogo de tensão e contrapeso entre os corpos que promove escape seguido por novo engate. Em seguida todos se separam e vestem diferentes combinações de peças brancas, como que vestindo uma personalidade sobre a base uniformizada. Novamente pares se formam e estabelecem uma relação desigual, na qual uma parte sobe nos ombros da outra tampando-lhe o rosto. A base reage movendo mãos, braços e pernas do outro corpo, que voltam a grudar no seu. Por fim, o parasita escorrega do hospedeiro e é por ele conduzido à autonomia, do chão até ficar de pé, passando pelo engatinhar.

Esta imagem de conquista da condição bípede repete-se mais adiante no espetáculo, em seu único solo. Neste, tal conquista acontece após uma série de movimentos contorcionistas, que revelam-se constitutivos do processo de individuação.

É na cena seguinte que se dá o ponto de virada de todo esse processo em direção à conquista de autonomia. As partes já se soltaram do ‘bolão’. Elas já experimentaram diferentes formas de relação entre si. Já se individualizaram. E agora elas se relacionam sem ingenuidade. Todos entram no palco criando breves relações de tensão na ocupação do espaço, como que disputando territórios. Encaram-se até que alguém desista e mude de lugar, estabelecendo novo território. A tensão se intensifica e as estratégias da disputa também. Multiplicam-se com a tomada do lugar do outro, não mais apenas pela intimidação do olhar, mas pelo seu deslocamento. Este se dá com violência, com uma parte movendo a outra pelo pescoço ou pelo rosto, ou ainda carregando-a e arremessando-a em outro lugar.

Se as partes se soltam (do bolão) já no início, é só então que elas realmente se desprendem. No momento em que se colocam como agentes da disputa por poder, tão capazes de promover como sofrer violência; num jogo de alternância constante dos papeis de dominante e dominado. A conquista de autonomia se dá juntamente com a aquisição da capacidade de assumir a responsabilidade pelos papeis desempenhados em cada relação. Do ponto de vista do desenvolvimento individual, autonomia pode ser quase sinônimo de maturidade; esta capacidade de estar no mundo sem necessidade de tutela, de se desprender das condições de origem para gerenciar a própria vida.

É inevitável relacionar a metáfora da autonomia apresentada no espetáculo à própria biografia do o12. Os integrantes do Coletivo são dissidentes do Quadra Pessoas e Ideias, também de Votorantim, do qual se desvincularam em fevereiro de 2008. Ao se desprenderem daquele ‘bolão’ criaram o o12, propondo-se a construir um espaço onde, segundo suas próprias palavras, “as resoluções de um coletivo sejam, de fato, decididas e assumidas por cada um do coletivo” (clique aqui para ler mais sobre o assunto). A ideia de co-dependência entre as partes com alternância de responsabilidades está expressa no único dueto solo do espetáculo. Nesta cena, um único par estabelece uma relação entre um corpo suporte e um corpo suportado na qual trocas velozes de posição subvertem constantemente estes papeis.

Quando se desprendem as partes é o primeiro espetáculo do o12 e acaba sendo também uma espécie de ritualização do seu próprio processo de conquista de autonomia. Como espetáculo inaugural de um grupo formado por artistas muito jovens – têm, em média, cerca de 20 anos – funciona muito bem sendo auto-referente e autobiográfico.

As partes no coletivo

A autonomia financeira é também uma meta do o12. O Coletivo nasceu com 12 integrantes e hoje conta com a metade. Esta baixa se deu principalmente pela dificuldade de sobreviver de dança. Cerca de um ano após a sua criação o o12 criou a Associação dos Amigos do o12 – AAo12 – uma organização jurídica com fim de arrecadar dinheiro para garantir a subsistência e continuidade do grupo. Os associados contribuem com valores entre R$ 5 e R$ 100, e são informados, semestralmente, sobre as atividades do grupo. Esta forma criativa de sustentabilidade da produção artística é a materialização de reflexões acerca das relações entre arte, consumo e sociedade. Mas, se a maturidade de assumir a responsabilidade pelos papeis que desempenhamos no mundo dá capacidade de gerenciar a própria vida, a conquista da autonomia do ponto de vista financeiro é mais complexa. Envolve questões sócio-político-econômicas que extrapolam os processos de desenvolvimento individual; como a inexistência de políticas públicas para a dança e um mercado cultural incipiente.

O encaminhamento destas questões a médio e longo prazo será um fator decisivo para a manutenção de projetos como o Coletivo o12. Eles são – eu já mencionei? –muito jovens e têm o combustível necessário para apostar e investir nas ideias em que acreditam. Mas é bastante grave para a sociedade um contexto em que a sobrevivência da dança esteja condicionada apenas à capacidade criativa de iniciativas dos próprios artistas. A cena final do espetáculo ilustra bem este cenário: todos os integrantes estão sentados à frente de imensos cálices d’água, na boca de cena, e mergulham a cabeça neles. Cada um se levanta e mergulha novamente conforme a própria necessidade de respirar; compondo uma sinfonia de respirações, sons, feições e gestos ofegantes. São partes que co-habitam o mesmo ambiente e são afetadas pela precariedade das mesmas condições. Esta sinfonia de auto-afogamento coletivo é uma excelente metáfora do que padecem arte e sociedade.

NOTA: Para mais informações sobre o Coletivo o12 e a Associação dos Amigos do o12 (AAo12) ver: http://odoze.blogspot.com / o.doze@hotmail.com

Laura Bruno é co-idealizadora e performer do Projeto DR, pesquisadora do núcleo Tríade e mestranda em artes cênicas pela ECA / USP.



Leia todos os textos no site Idança

Entrevista André Fonseca para blog Acesso

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


O blog Acesso entrevistou André Fonseca, o atual diretor da empresa Projecta e criador do blog Cultura em Pauta. Na entrevista, André nos dá sua opinião sobre o processo de inserção do desenvolvimento sustentável na pauta da cultura brasileira.
Abaixo, uma das perguntas feitas para André pelo blog Acesso, e que cita o Coletivo o12:


Acesso – Em busca de alternativas para a manutenção de suas atividades de pesquisa, o Coletivo o12, grupo de dança contemporânea de Votorantim (SP), criou cotas de patrocínio para a Companhia, a exemplo do que acontece em outros setores. O que você pensa sobre este tipo de experiência? E que outras iniciativas deste tipo você apontaria?

A.F. – O Coletivo o12 criou uma associação de apoiadores para tentar, principalmente, levantar recursos junto a pessoas físicas do município de Votorantim, já que há um número reduzido de empresas por lá. Eu gosto muito da maneira como eles pensam sua sustentabilidade a longo prazo. São um belo exemplo de artistas que não aceitam aquele estereótipo de que, para criar livremente, é preciso se isolar de outras questões que não digam respeito à criação. Eles fazem de tudo, da criação à produção, da divulgação à captação de recursos. Organizam modos de produção totalmente conectados com a realidade local em que atuam e, mais que isso, pesquisam e desenvolvem seus processos de criação artística a partir dessa conexão. Estão conseguindo formar um público local para a dança contemporânea e para o trabalho que desenvolvem, o que a maioria dos grupos de dança das capitais ainda está longe de conseguir. Isso, porque eles sacaram que todos os seus processos de produção, sejam artísticos ou operacionais, funcionam melhor quando conseguem dialogar com o contexto e a realidade em que atuam. O que tem tudo a ver com sustentabilidade. O dinheiro que levantam a partir da Associação não cobre todas as demandas e, eles sabem, que dificilmente isso acontecerá algum dia. No entanto, pensam estrategicamente e reconhecem a importância simbólica do que estão fazendo no município, que tem a ver com levantar a indagação: qual é o valor que você dá para a arte e a cultura? O Ponto de Partida, grupo teatral de Barbacena, em Minas Gerais, é um outro exemplo de iniciativa nesse âmbito.



Leia a entrevista completa em http://www.blogacesso.com.br/?p=2126

Fotos do encontro OXIGÊNIO!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Oi gente...essas são algumas fotos do 5° encontro do OXIGÊNIO que discutiu modos de produção (parte 1 - a visão de três gerações), o Coletivo o12 participou como um dos oxigenadores ao lado de Marika Gidali e Thelma Bonavita.

Para quem quiser visualizar mais fotos e acompanhar os encontros do OXIGÊNIO segue ai os links:

- http://picasaweb.google.com.br/renato.paschoaleto/Oxigenio5Encontro?authkey=Gv1sRgCKK128S9pPfTCA#5411203089996813186

- http://culturaempauta.com.br/










Encontros sobre a sustentabilidade da produção de dança contemporânea - OXIGÊNIO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

[clique na imagem para vê-la em tamanho maior!]

Quinto encontro: modos de produção (parte 1 - a visão de três gerações)

Oxigenadores: Preta Ribeiro e Thiago Alixandre/ Thelma Bonavita/ Marika Gidali

Dia 02 de dezembro, das 19h às 22h
Associação Desaba: Praça da República, 80 (Edificio Esther)
9º andar, cjto 905
São Paulo - SP

Cultura em Pauta

Porque uma Associação de Apoiadores do o12?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Coletivo o12 vem se dedicando a estudar a conquista da autonomia em sistemas vivos. A partir de suas pesquisas, vem entendendo autonomia como uma habilidade para a exploração do ambiente de modo a assegurar a permanência nele.Nossos estudos nos fizeram compreender a necessidade de criar estratégias para que possamos permanecer nos ambientes onde estamos inseridos.A inexistência de políticas públicas capazes de garantir o desenvolvimento da dança como campo profissional não é segredo para ninguém. Se a isso se somar a grave crise do sistema financeiro que vem derrubando as economias no mundo todo, o panorama fica ainda mais grave.

A diminuição do recolhimento de impostos ameaça inviabilizar o sistema de financiamento que sustentava a produção de dança no Brasil.

Refletindo sobre essa realidade, o Coletivo o12 entende que em tempos difíceis como os de agora, há que se inventar formas de sustentabilidade para poder sobreviver.
Essa é a razão pela qual estamos criando a AAo12 (Associação dos Amigos do o12). Trata-se de um mecanismo que possibilita que os interessados na permanência do Coletivo o12 invistam nessa ideia, contribuindo para a manutenção de nossas ações.

A ideia da AAo12 surgiu em março de 2009, mas esperamos alguns meses para lançá-la para que pudessemos criar uma Associação Cultural que nos represente juridicamente. Hoje somos em 15 associados, que contribuem mensalmente com valores que variam entre R$5,00 e R$100,00.

Para se tornar um associado, envie um e-mail para o.doze@hotmail.com

Em quais projetos você acredita?Quais idéias você gostaria que sobrevivessem?Associe-se!

- postando de novo! Começamos as divulgações via e-mail e orkut!

AAo12 no Idança

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Um texto da Isabella Motta acaba de sair no site Idança, sobre a Associação Amigos do o12 (AAo12). Com o título "Procurando uma saída para a falta de dinheiro" o texto relembra um pouco de nossa história, desde fevereiro do ano passado, e nos ajuda a contar como e por que sentimos a necessidade de criar uma Associação de apoiadores para o Coletivo o12

"Começamos a trabalhar, fizemos algumas intervenções, mas nenhum trabalho estava dando conta de nos sustentar. A ideia da associação surgiu depois que lembramos de discussões sobre sustentabilidade a que assistimos em São Paulo (
no encontro Coletivo Corpo Autônomo) e também conseguimos recuperar o que foi debatido sobre economia da dança durante o festival Panorama (clique aqui para entrar no blog do seminário)”, conta Thiago Alixandre, um dos integrantes do o12.

além de dizer também de que maneiras estamos utilizando as primeiras contribuições dos Associados

"Com o dinheiro arrecadado nos primeiros meses, os artistas conseguiram oficializar a abertura da AAo12 e pagar despesas com Internet e gastos de produção do novo trabalho do coletivo, Quando se desprendem as partes (foto), que estreia em outubro. A criação está tendo orientação da pesquisadora Rosa Hércules, que acompanhou os ensaios dos meninos todos os fins de semana de julho."


Para obter mais informações e se associar, envie um e-mail para o.doze@hotmail.com
Para ler a matéria publicada no jornal Folha de Votorantim, clique aqui
Para saber mais sobre a AAo12, leia Por que uma Associação de Apoiadores do o12?

Coletivo de dança cria associação de apoiadores

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Objetivo do grupo é garantir seu sustento financeiro, buscando a reflexão do público para uma carência da sociedade

Em uma realidade em que o exercício da dança se torna quase impossível, com falta de incentivo e um público pouco consolidado – e acostumado a consumir cultura apenas gratuitamente-, o pessoal do Coletivo o12 optou por criar sua própria associação. Já devidamente estabelecida juridicamente há alguns meses, a Associação dos Amigos do o12 (Aao12) visa o sustento financeiro do grupo.
Segundo os integrantes do o12, as apresentações em festivais e o projeto de intervenções urbanas, o “Corpometáfora”, tem tido uma proporção grande, porém não tem possibilitado a sustentabilidade do grupo. Por meio da associação, eles esperam por pessoas, interessadas de alguma forma na produção de dança na cidade, ou, em um sentido mais amplo, pela sua arte e cultura, que se associem ao grupo e contribuam mensalmente com valores a partir de R$5,00. Thiago Alixandre, um dos integrantes do grupo, acredita que, mais do que uma forma de manter seus projetos, a iniciativa é uma “atitude política”, que propõe um questionamento à sociedade: “A pergunta que nós fazemos a cada pessoa é a seguinte: Quanto vale a dança; a cultura; a arte? Qual é o seu interesse nisso?”, argumenta o bailarino.
Alixandre aponta alguns vícios de uma cultura que desvaloriza a arte, em especial a dança. “Acho que isso também é um alerta para a comunidade. O artista também é profissional. Também tem suas necessidades. Não é um ser que se move por aí a partir de inspirações”, ironiza, entre risos dos colegas. Eles destacam a inexistência de políticas publicas para manter o desenvolvimento da dança, uma situação ainda mais grave em um momento de crise financeira, em que o recolhimento de impostos tem diminuído.
Em uma cultura em que a arte é essencialmente um produto, a dança se torna ainda mais marginalizada. “O cara está acostumado a pagar por uma revista, a pagar para ir ao cinema. A dança não é alguma coisa que a pessoa compra e leva para casa. É um trabalho mais abstrato”, observa Alixandre.
Atualmente o grupo conta com apoio das secretarias municipais de Cultura, na realização do projeto “Corpometáfora”, e de Meio Ambiente, que cedeu um salão no Parque do Matão para os ensaios, há cerca de dois meses.

O inicio
A ideia da AAo12 surgiu em março. “Convidamos 20 pessoas a se associar. Foi um teste”, contam os artistas. Hoje, a entidade tem 12 associados – metade são os próprios integrantes do grupo; metade são pesquisadores e críticos de dança dos estados de São Paulo, Recife e Bahia. “As pessoas afins vão se sentir mais tocadas, obviamente”, observa Thiago Alixandre.
Mas a expectativa do grupo é boa, a ponto de eles esperarem cativar não somente as pessoas relacionadas à dança. “Nós temos uma relação forte com o comércio”, acrescenta Preta Ribeiro.
Segundo eles, formas “criativas” de sustentabilidade da arte e da produção da dança, principalmente, têm sido discutidas em diversos fóruns pelo país. Foi a partir daí que tiveram a ideia da associação. “Não queremos caridade. Nossa associação é uma forma de economia criativa”, diz Thiago Alixandre.

Apoio à classe artistica
A associação foi criada também com o intuito de auxiliar outros artistas da comunidade que se associarem ao grupo. Os artistas associados podem, por exemplo, emitir nota fiscal com a inscrição da entidade nos lugares em que prestarem serviços. Nestes casos, explicam os bailarinos, o artista não necessariamente precisa contribuir com depósitos mensais.

Retorno
Os autores da iniciativa não deixam de destacar outro ponto: a autonomia que eles vão ter para aplicar o dinheiro arrecadado é muito interessante. Mas eles garantem que o retorno ao associado que colaborar com o grupo será garantido. Prestações de contas com o público serão feitas semestralmente em encontros com os associados e demais interessados.

Continuidade
O pessoal do o12 argumenta que a criação da associação de apoiadores se faz necessária para que as atividades do grupo possam continuar. Hoje com seis pessoas, o coletivo, quando foi fundado, há cerca de um ano e meio, tinha 12 integrantes. “Alguns tiveram que sair justamente pela falta de retorno. Saíram para trabalhar em fábricas, por exemplo”, explica Thiago Alixandre.
Mais informações sobre a entidade podem ser obtidas no blog odoze.blogspot.com ou pelo e-mail o.doze@hotmail.com

Matéria - Mateus Casagrande (Folha de Votorantim, 23/07/2009)

Por que uma Associação de Apoiadores do o12?

quinta-feira, 9 de julho de 2009


O Coletivo o12 vem se dedicando a estudar a conquista da autonomia em sistemas vivos. A partir de suas pesquisas, vem entendendo autonomia como uma habilidade para a exploração do ambiente de modo a assegurar a permanência nele.

Nossos estudos nos fizeram compreender a necessidade de criar estratégias para que possamos permanecer nos ambientes onde estamos inseridos.

A inexistência de políticas públicas capazes de garantir o desenvolvimento da dança como campo profissional não é segredo para ninguém. Se a isso se somar a grave crise do sistema financeiro que vem derrubando as economias no mundo todo, o panorama fica ainda mais grave. A diminuição do recolhimento de impostos ameaça inviabilizar o sistema de financiamento que sustentava a produção de dança no Brasil.

Refletindo sobre essa realidade, o Coletivo o12 entende que em tempos difíceis como os de agora, há que se inventar formas de sustentabilidade para poder sobreviver.

Essa é a razão pela qual estamos criando a AAo12 (Associação dos Amigos do o12). Trata-se de um mecanismo que possibilita que os interessados na permanência do Coletivo o12 invistam nessa ideia, contribuindo para a manutenção de nossas ações.

A ideia da AAo12 surgiu em março de 2009, mas esperamos alguns meses para lançá-la para que pudessemos criar uma Associação Cultural que nos represente juridicamente. Hoje somos em 15 associados, que contribuem mensalmente com valores que variam entre R$5,00 e R$100,00.
Para se tornar um associado, envie um e-mail para o.doze@hotmail.com


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