última mesa
quarta-feira, 8 de julho de 2009
em Paraty..
sábado, 4 de julho de 2009
Na noite do dia 02 acompanhamos a mesa “Deus, um delirio”, com Richard Dawkins em conversa com Silio Boccanera, em que foram discutidos temas existentes em alguns de seus livros (Deus, um delirio, A grande história da evolução, O Capelão do Diabo, entre outros), fé, Darwin (este ano comemoram-se os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 da publicação do livro “A Origem das espécies”, que Dawkins definiu como um livro pioneiro e incomum). Dawkins falou também sobre a sua teoria dos memes (tanto na mesa quanto na coletiva de imprensa), origem da consciência, evolução, e contou um pouco do que ele chama de darwinismo social, que é tendência de se aplicar a “lei do mais forte vencendo o mais fraco” numa sociedade, criando-se assim uma sociedade em que não queremos viver. Terminou a mesa dizendo, de forma muito bem-humorada que se encontrar "Deus" quando chegar ao céu perguntará "qual deus você é?"
Dia 03 aconteceu a mesa de Chico Buarque e Milton Hatoum, com mediação de Samuel Titan Jr. Chico e Milton leram trechos de seus livros (Leite Derramado e Órfãos do Eldorado), discutiram de maneira bem-humorada sobre as possíveis semelhanças entre as duas obras. Chico explicou também de que maneira a música influencia sua escrita, no caso de Leite Derramado, com a música “O velho Francisco”. Após a mesa, todos se aglomeraram na Tenda dos Autógrafos, para que o Chico pudesse assinar exemplares das suas obras (pessoas penduradas nas árvores, nas estruturas metálicas da tenda, mais de 150 senhas distribuídas)
direto da Flip
quinta-feira, 2 de julho de 2009
próxima parada:
terça-feira, 23 de junho de 2009

Pois é, neste dia 01 de julho de 2009 lá vamos nós, num carrinho confortável e com aparelho de som, rumo à cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, para acompanharmos de perto uma das principais festas literárias que existem, a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), que começa no dia 01 e termina no dia 05, e que neste ano está na sua sétima edição. E pensar que tudo isso começou com uma conversa no meio de produção de um vídeo, grama e comida, quantas alternativas passaram pela nossa cabeça até que tudo isso se tornasse algo concreto? Eu, que mal sei andar de tico-tico topava viajar até de bicicleta. Nos reunimos, dia após dia, com caderninhos, planilhas, rotas, valores e calculadoras sempre à mão para ver de que forma essa viagem poderia acontecer, como ir, onde ficar, o que comer, o que assistir quando chegássemos por lá.
E foi assim que no dia 01 de junho nos encontramos (com um atraso que nos custou uma visão privilegiada dos convidados, mas tudo bem, rs) para comprar os ingressos, no dia e na Fnac em que todo o resto do estado de São Paulo também resolveu comprar. Não importa. Depois de quase um mês as SETE horas que passamos na fila do Ingresso "Rápido", o stress, aquelas pessoas que compravam todos os ingressos, para todas as mesas (sem nem saber ao certo quem é o Zuenir Ventura), a fila de idosos cheia de jovens arrastando os avós, enfim, tudo parece ir ficando pra trás, “depois que passa a gente ri”, é o que dizem, e é um pouco verdade.
Na FLIP vamos acompanhar o show de abertura com a Adriana Calcanhoto e as mesas “Deus, um delírio”, com Richard Dawkins em conversa com Silio Boccanera, “Sequências brasileiras”, com Chico Buarque e Milton Hatoum com mediação de Samuel Titan Jr., “Antologia Pessoal”, com Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura, com mediação do Humberto Werneck, e provavelmente mais algumas, mas a memória não me ajuda muito agora [ programação completa no blog do evento: http://www.flip.org.br/].
Bom, é claro que preciso falar sobre o assunto que me levou a contar minha vontade de viajar para todo mundo, e me fez ficar na fila (e ficaria por muitas outras horas), e que me faz estar ansiosa desde abril, quando eu soube da Flip, dos eventos, dos convidados: Chico Buarque. O que eu quero de verdade é agradecer a cada um do o12, pois foram as pessoas que conseguiram olhar para essa minha vontade absurda de conhecer esse homem de uma maneira diferente.. O que muitos veriam apenas como puro fanatismo, tietagem, amor desmedido (e é realmente tudo isso e muito mais, não posso negar) foi pensado de uma maneira diferente, e não tem problema se eu sinto tudo isso por ele. O que importa é que o que sinto também pode se juntar à vontade que todos têm de ouvir o Dawkins e Zuenir contando sobre o seu trabalho, de ouvir a Adriana, de participarmos das outras programações que acontecem, viajarmos juntos, aprendermos juntos. Quero agradece-los e dizer que vocês são as pessoas certas para estarem comigo nesse momento tão especial!
[ps: os 17 cd's que tenho do Chico já estão separados para que possamos ouvi-los durante as horas de viagem! Hahaha, brincadeirinha!]
- ariane
(para esta ação o Coletivo o12 conta com o apoio da Secretaria de Cultura de Votorantim)

